Exemplo de biblioteca digital

Ebook ainda é clone do livro impresso

Por que continuar fazendo ebooks com o mesmo formato dos livros impressos? Essa é a pergunta que ‘martela’ as inúmeras mentes digitais que circulam por ai. O ebook é um novo meio que está em fase de crescimento e nunca irá substituir os livros impressos. Mas, será que precisa? Comparar os livros impressos com os digitais é como comparar relógios mecânicos com relógios digitais, ou carros manuais com carros automáticos.

O problema com os ebooks atuais é a falta de experiência do usuário com a inovação. Como os primeiros programas de TV que exibia gravações granuladas de espetáculos de teatros, os livros digitais tentam ser um ‘clone’ dos livros reais com page-turns e efeitos sonoros, mas essas interações não satisfazem um verdadeiro bibliófilo.

Os ebooks deveriam permitir a leitura em uma folha infinita e com um ‘piscar de olhos’ rolar a página, deveríamos ser capazes de fazermos pesquisas instantâneas em qualquer idioma substituindo palavras e frases em nossos livros favoritos em outras línguas.

Há infinitas possibilidades para os livros digitais terem uma leitura mais acessível atualmente, mas enquanto os ebooks tentarem ser livros de papel, eles permanecerão presos em um vale misterioso de decepção.

Outro problema crasso no crescimento do mercado de ebooks é a incompatibilidade completa com as bibliotecas físicas. As pessoas que acumularam bibliotecas de livros impressos ao longo dos anos terão que substituí-las completamente por bibliotecas digitais.

Ao contrário da música ou fotografia, não há nenhuma maneira prática e eficiente de converter um livro físico para digital, mantendo a qualidade da versão impressa. Fomos capazes de converter nossas fitas cassetes para CDs, nossos CDs para MP3s e, agora, podemos importar nossos MP3s para diversos aparelhos, bem como ouvir música através da nuvem, porém, se quisermos ler um livro favorito em nosso próprio tablet, temos que pagar por uma versão ebook separado.

Não faz sentido ter que pagar pelo impresso + versão digital. Podemos até pagar um pouco mais por um livro se isso significar que teremos uma cópia para nossas prateleiras online e pudermos lê-lo em um tablet ou eReader.

Infelizmente, hoje, as únicas opções para os fãs de livros de papel que desejam usar ebooks por conveniência são pagar duas vezes ou manter duas bibliotecas de livros distintos. Exatamente como o seu conteúdo, os modelos de precificação dos ebooks estão, ainda, apegados ao passado.

Os escritores não dependem mais das editoras. Está acabando a dependência por editoras físicas que controlavam e, ainda, controlam as políticas de mercado. Existem inúmeras ferramentas que publicam, divulgam e vendem livros. Conheça uma pequena lista de algumas delas que podem ajudar qualquer autor a fazer seu primeiro best-seller.

Com isso tudo acima, somente podemos concluir que está na hora dos editores de ebooks pararem de tentar ser como os livros impressos. São dois formatos diferentes e precisamos respeitar isso. Sabemos que em todo início a tendência é imitar o velho para desenhar o novo, mas agora é o momento dos ebooks seguirem seu próprio caminho.

 

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Redação Dualpixel

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3 comments

  1. Ninguém se lembra de mencionar o desmatamento, e como os e-books ajudariam a diminuí-lo consideravelmente..

  2. Certamente esta publicação fará fervilhar as cabeças maravilhosas dos brasileiros e alguns vão por em prática ideias inovadoras. Parabéns e continue fomentando esse tema.

  3. Esse processo é uma questão cultural e depende muito do tipo da obra. Algumas publicações mais clássicas sempre terão um apelo maior pelo impresso. E isso acabará refletindo em sua versão digital, quando existir. Eu mesmo gosto de folhear as obras que tenho mais gosto.
    Acredito que o foco deva estar no público consumidor. Enquanto houver pessoas que valorizam o papel, como suporte de leitura, devemos pensar nelas também, até nas versões digitais. Enfim, vivemos um período de transição…e devemos experimentar, errar, inovar..a hora é agora

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